27 fevereiro 2014

Acidente envolvendo caminhão carregado de botijões e ônibus na Rússia.




Um caminhão carregando botijões de gás (aparentemente GLP) se envolve em acidente com um ônibus causando grande congestionamento em uma das principais rodovias na Rússia. As explosões duraram cerca de dez minutos e os estilhaços eram arremessados a grande distância, causando pânico a quem assistiu o acidente.





Fonte: Clique Aqui

Embora a cultura popular fale em botijões explodindo, na verdade trata-se da explosão do ambiente em volta do botijão. 

Todo elemento quando exposto ao calor tende a se dilatar (expandir) e cada elemento se dilata em proporções diferentes na natureza. O GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) presente dentro dos cilindros irá se dilatar e expandir, aumentando assim a pressão interna do recipiente, por sua vez o cilindro também irá se dilatar e sofrerá microfissuras, enfraquecendo assim sua capacidade de manter o gás sob pressão, preso.

Quando a pressão interna alcança níveis onde o cilindro é incapaz de manter-se intacto, ele se rompe, fazendo todo aquele combustível entrar em contato com o oxigênio (comburente) do ambiente. Como os gases possuem uma queima muito rápida, diferente da medeira, por exemplo, ocorre uma explosão.

Isto é semelhante ao que acontece em uma panela de pressão. Se retirarmos o pino da tampa da panela, ela irá acumular pressão até um dado momento em que irá se romper.

No vídeo acima é possível ver a presença de um fenômeno chamado BLEVE. Segue abaixo um vídeo explicativo sobre o BLEVE:


26 fevereiro 2014

Lei 15.180 - A Solução Para os Problemas do Bombeiro Civil?

Agora em tempo de Carnaval, muitos bombeiros já sabem, ou ao menos ouviram falar da LEI Nº 15.180, DE 23 DE OUTUBRO DE 2013 (Clique Aqui), que obriga os estabelecimentos civis destinados à formação de bombeiro civil a obter prévia habilitação pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.


A Lei de autoria do Deputado Pedro Tobias (PSDB) e sancionada pelo Governador GERALDO ALCKMIN está aprendendo a engatinhar e sequer saiu das fraldas, sendo assunto de diversos debates dentro e fora do estado de São Paulo. Existem diversas opiniões, teorias e interesses relacionados a esta Lei. O objetivo desta postagem é analisar alguns pontos interessantes sobre teoria e prática, ou seja, no Brasil existe muita coisa bem estruturada teoricamente, porém totalmente inútil na prática.




Lembrando que este texto é minha opinião e não necessariamente pode condizer com a realidade dos acontecimentos futuros. Para isso irei separa-la em duas análises, onde na primeira apresentarei uma visão utópica da Lei, e na segunda apresentarei uma análise mais ajustada a nossa realidade prática.


I. Análise da Teoria:

A Lei vem em um momento muito oportuno, para trazer esclarecimento a um ponto importantíssimo, senão o mais importante até o momento na área do Bombeiro Civil: quem é responsável pela fiscalização das escolas formadoras? Sim, pois após a regulamentação da profissão em 2009 pela Lei 11.901, abriam-se escolas de formação praticamente todo mês pelo Brasil. Eram bombeiros militares, técnicos de segurança do trabalho, supervisores de segurança, bombeiros civis recém formados, entre todo tipo de gente que queria tirar uma lasquinha desse mercado lucrativo. Lógico, na pratica eram dezenas de escola com péssimas condições estruturais; com instrutores sem conhecimentos mínimos de Combate a Incêndio e Primeiros Socorros para ministrar aulas, além de se utilizarem de técnicas desumanas, similares a de grupos paramilitares em seus treinamentos; sem a presença de equipamentos mínimos para realizar treinamentos, inclusive, tem uma escola em São Paulo, no mercado a muitos anos que no lugar de um derivante, utiliza uma versão caseira feita em caixa de madeira, o que me faz pensar: em mais de 10 anos de trabalho, não sobrou uns R$ 150,00 para comprar essa peça de vital importância no treinamento? Isso sem falar em vários treinamentos feitos com fotos e vídeos. Não muito raro encontrar um bombeiro civil que só viu como um extintor funcionava por algum vídeo do Youtube. Mangueira de incêndio então, nunca chegou a acoplar as juntas de união.


Imagem 1: derivante utilizado para formação de 2 linhas de mangueira ou para formação de 1 linha de mangueira mais potente.


A situação já estava desesperadora, ao ponto da Sabesp (companhia de água e esgoto de SP) abrir um boeiro na rua e sair uns 10 bombeiros civis de dentro. Eram centenas de profissionais formados mensalmente, sem saber pranchar adequadamente, ou colocar um colar cervical, gerando diversos problemas que falarei futuramente em outra postagem. No meio da desordem também abria-se espaço para organizações privadas tomarem a frente e buscarem reconhecimento, como é o caso de alguns sindicatos e do próprio CNBC (Conselho Nacional de Bombeiros Civis). Essas instituições buscavam a todo custo conseguir o poder de regulamentação da classe e de fiscalização, não só das escolas, mas das empresas e dos próprios profissionais da área.

Neste ponto a Lei 15.180 torna-se vital, pois estabelece um órgão Estatal reconhecido para a função de fiscalização, livrando todo o Brasil da famigerada dúvida de quem seria essa função, centralizando a responsabilidade para um único local.  Evitando o abuso e interesse de terceiros em obter vantagens sobre este poder. 

Olhando pela perspectiva teórica, temos um órgão governamental; sem fins lucrativos; a princípio, imparcial que irá fiscalizar honestamente todas as escolas de São Paulo, atentando-se ao cumprimento das diretrizes da NBR 14.608 de 2007 para formação de Bombeiros Civis. Abre espaço também para a criação de regulamentações específicas do próprio Corpo de Bombeiros, onde parâmetros estruturais e de treinamento poderão ser estabelecidos, além da correta designação de instrutores.

Daí partiria o incentivo para fiscalização dos próprios BC, pois atualmente não existe nenhum órgão com poder de investigar a conduta dos profissionais, tal como se for o caso, cassar o seu direito de atuar na área.


II. Análise da Prática:

Infelizmente como nem tudo é perfeito e vivemos no Brasil, a terra do jeitinho, é preciso analisar essa Lei e as suas influências sob a ótica da realidade. O Corpo de Bombeiros está atualmente com grande defasagem de pessoal, na verdade em São Paulo temos aproximadamente 43 milhões de habitantes (IBGE), dos quais 11 milhões somente na capital. A ONU (Organização das Nações Unidas) recomenda uma quantidade de 1 bombeiro para cada 1000 habitantes, ou seja, somente na capital de SP, deveríamos ter 11 mil bombeiros militares (43 mil bombeiros no estado inteiro), mas na prática temos apenas cerca de 10 mil bombeiros para cobrir todo o estado de São Paulo, como é possível analisar na imagem abaixo:


Imagem 2: gráfico da quantidade de bombeiros por habitante nas regiões do estado de São Paulo.

Fonte: Clique Aqui

Dentre essas informações, nos deparamos com dados como: "78% das cidades de São Paulo não possuem Corpo de Bombeiros" (Fonte Aqui), ou seja, não existe estrutura física, viaturas e pessoal treinado o suficiente para atender todo o estado. Essa falha é tão grotesca que não é muito difícil encontrar comércios, indústrias, escritórios, dentre outros, sem qualquer tipo de procedimento em segurança contra incêndio e atendimento de emergências. Apenas nas escola públicas, somente 6% possuem alvará do BM (Fonte Aqui), o famoso AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), em relação as empresas, a gigantesca maioria também não possui alvarás e treinamentos.

Isso tudo ainda não é a pior parte do problema, isso comentarei agora. Trabalho com consultoria de segurança contra incêndio e já visitei uma boa quantidade de empresas, além de sempre ao sair de casa, fico atento às condições de segurança dos estabelecimentos (quem é da área de segurança contra incêndio costuma fazer muito essas doideiras). Cansei de encontrar empresas com o AVCB pendurado num quadro na sua parede (alguns recém emitidos), mas essas mesmas empresas não possuíam extintores em nenhum local da planta; nunca fizeram treinamento de brigada de incêndio; pictogramas em posições e alturas irregulares; dentre outras bizarrices contrárias aos critérios das Instruções Técnicas de 2011. Me deparei com diversas empresas "regularizadas" pelo Bombeiro Militar, porém completamente irregulares do ponto de vista do prevencionismo e da segurança contra emergências. Isso se dá ao fato de muito AVCB ser emitido "nas coxas", por profissionais apressadinhos, não se atentando aos detalhes impostos pelas ITs.

É certo dizer, atualmente em São Paulo e no Brasil como um todo, os Corpos de Bombeiros são incapazes de cobrir toda a extensão territorial e populacional, seja para atendimento de emergências, seja para realização de fiscalização e expedição de alvarás, quantas empresas estão com alvarás atrasados por conta da demora em visitar a empresa? O BM não está atendendo o próprio prazo estabelecido.

Tudo isso infere diretamente na fiscalização das escolas formadoras de bombeiros civis, pois o BM não dispõe de pessoal e estrutura para fiscalizar e adequar todas as escolas de São Paulo (são muitas). Diversas escolas continuam funcionando normalmente e de forma irregular, mas a Lei parece não alcança-las, cabendo um questionamento interessante: "essa Lei não deveria ter vindo com os investimentos necessários ao Bombeiro, para este poder cumpri-la?".

Vamos considerar as escolas regularizadas pelo BM e com seus respectivos documentos permitindo a formação de novos profissionais, nos moldes da nova Lei. Não irá demorar muito para algumas anomalias aparecerem. As escolas já possuidoras dessa autorização, não precisarão se preocupar com uma fiscalização constante, até porque muitas são geridas por oficiais do Bombeiro Militar, ou seja, existem aqueles com contatos dentro e fora da Corporação. Breve alunos recém formados sem a mínima capacidade de ministrar aulas, estarão em salas de aula como instrutor. Logo teremos escolas com profissionais legalmente habilitados assinando o certificado, porém quem efetivamente estará dando aula a portas fechadas? Não muito diferente do que sempre foi...


Conclusão:

A Lei 15.180 é um importante passo na área do Bombeiro Civil, mas está longe de ser a solução. Enquanto não houver fiscalização adequada e pessoal técnico devidamente preparado, além de uma nova cultura baseada na honestidade e respeito às regras, encontraremos diversas escolas irregulares formando centenas de bombeiros "meia boca" mensalmente.







18 novembro 2013

CNBC lança Campanha: "Cesta Básica de Natal" para Bombeiros Civis



Imagem 1: além do Papai Noel, o CNBC também irá entregar presentes, mas com a intenção de comprar os BC.


Pode parecer brincadeira, mas você não leu errado o título da notícia. O CNBC começou uma campanha de politicagem oferecendo "cesta básica" para bombeiros civis em troca de números, no caso as cestas básicas são 1000 bolsas para um curso de D.E.A.

Antes de falarmos sobre qualquer coisa, veja esse anúncio feito pelo CNBC:

Imagem 2: campanha lançada no Facebook pelo CNBC.

Para alguém desavisado, parece uma campanha para ir contra a nova Lei nº 15.180, de 23 de outubro de 2013 e também para distribuir cursos gratuitos aos bombeiros civis, mas porque apenas fazer uma boa ação se você pode fazer uma boa ação e tirar proveito a partir dela? É exatamente isso que acontece. A distribuição dos cursos poderia ser feita de qualquer outra forma, em qualquer outro dia, justamente para não ligar uma coisa a outra, mas a ideia é justamente aumentar o volume de pessoas na frente da Câmara.

Se o CNBC fosse depender única e exclusivamente dos bombeiros que apoiam suas ideias radicais, essa manifestação do dia 19/11/13 seria uma furada, assim como a manifestação realizada no dia 30/10/2013 que contou com umas 30 pessoas, sendo a maior parte alunos não formados de BC de uma escola da Praça da Sé, o seu instrutor e os donos de duas academias de pequeno porte, como possível visualizar na foto abaixo:

Imagem 3: protesto organizado pelo CNBC em outubro contou com menos de 30 pessoas. A maioria nem bombeiros formados eram.

Ou seja, a maioria dos "Bombeiros Civis" que foram na manifestação do CNBC, nem ao menos eram bombeiros formados, não sabem nem o que está acontecendo. 

Prevendo outra vergonha, o CNBC tem uma ideia: distribuir pão para a massa de manobra fazer volume na manifestação, que é algo muito parecido com as manobras de muitos partidos políticos. Oferecem cestas básicas, dentaduras, atendimentos, caronas, etc, apenas para conseguir gente gritando com uma bandeira em campanhas ou manifestações.

Vamos supor que 100 pessoas vão no dia 19 por conta da "cesta básica" do D.E.A oferecida pelo CNBC, logicamente vão tirar fotos dessas 100 pessoas e elas serão usadas como prova da insatisfação dos BC em relação a nova Lei, mas a verdade é que esse povo foi lá apenas para conseguir um cursinho de D.E.A....

Cuidado senhores bombeiros civis para não serem usados como massa de manobra em jogadas políticas. Não caia nessa ladainha de cursos gratuitos em troca da tua imagem para fazer volume em uma campanha de interesses pessoais do próprio CNBC.

25 outubro 2013

Filmes para Bombeiros Civis com o Tema: CNBC

Segue dois filmes para os Bombeiros Civis assistirem com o tema: CNBC



1. CNBC - À ESPERA DE UM MILAGRE


Um filme de drama, onde uma Associação Privada espera pelo Milagre de se tornar um Conselho legítimo.



2. TROPA DE ELITE: O INIMIGO AGORA É OUTRO 2


Agora o BOPE tem um novo inimigo: A Associação que acredita estar acima da Lei. Neste filme o Cpt. Nascimento garantirá que o CNBC NUNCA SERÁ um Conselho.

O que não fazer depois de Virar Bombeiro?

MANUAL DO QUE NÃO FAZER APÓS SE TORNAR BOMBEIRO


1- Bombeiro Árvore de Natal

Nível de Bizonhisse: Médio

Exemplo:


Imagem 01: a procura de um novo bombeiro árvore de natal

Quem é: é aquele bombeiro que cresceu vendo filmes de guerra, com super heróis e ficava admirado com as medalhas dos comandantes. Depois de se formar acaba saindo da academia acreditando que quanto mais breves tiver pendurado em seu uniforme, mais a população irá admirá-lo a respeito de suas nobres conquistas

Crítica: muitos já devem ter ouvido a seguinte frase: "bombeiro bom se faz pelo conhecimento, não pela farda", isso quer dizer que o fato de um bombeiro ter vários simbolos e breves pendurados pelo uniforme, não significa que ele é o Rambo dos Incêndios, mas de uma pessoa carente de atenção. Na nossa área, quando menos você aparecer, melhor.

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2. Bombeiro Rambo

Nível de Bizonhisse: Alto

Exemplo:


Imagem 02: estilo de faca exagerada para o trabalho em ambiente urbano.

Quem é: este é o bombeiro que vive falando dos cursos em salvamento na selva, sobrevivência em locais de difícil acesso, etc, é o bombeiro que só não anda com um facão num prédio da Av. Paulista, pois o mesmo não cabe na bota.

Crítica: um canivete discreto e funcional é um válido parceiro dos bravos, porém andar com uma faca de açougueiro na bota é totalmente desproporcional e perigoso. Dê preferência por um modelo seguro, pequeno e que sirva o seu propósito.

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3. Bombeiro do Cinto ao Contrário

Nivel de Bizonhisse: Baixo

Exemplo:


Imagem 03: erro comum: cinto com a alça do lado direito. Obs: porque estão vendendo este bombeiro?

Quem é: esse tipo de bombeiro é encontrado em todos os lugares possíveis. Como geralmente as escolas de formação não se preocupam em passar a parte de ética e postura ao BC, muitos saem das academias sem saber o básico de como se vestir e se portar quando estiverem uniformizados. Não raro encontrar estes profissionais utilizando o cinto ao contrário.

Crítica: embora o cinto do lado contrário não atrapalhe efetivamente o serviço do bravo, é feio e fora do padrão o profissional não saber o mínimo sobre o seu cinto ginástico, pior, não saber de que lado coloca-lo. Para facilitar a memorização: "a alcinha fica do lado do coração, ou seja, do lado esquerdo".

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4. Bombeiro DJ

Nível de Bizonhisse: Alto

Exemplo:
Imagem 04: independente do tamanho, fones de ouvido não combinam com o bombeiro.

Quem é: voltando para casa de um longo período de QAP de 12h numa festa rave, ou indo realizar a prevenção naquele rodeio maroto, podemos encontrar um bravo com seus belos fones de ouvido ouvindo uma musiquinha para relaxar e passar o tempo.

Crítica: infelizmente essa atitude além de retirar a atenção do profissional do que acontece à sua volta, é completamente ridículo ver uma pessoa fardada no ritmo do PUTZ PUTZ....

Bônus: se você utiliza fones de ouvidos durante o horário de serviço, por favor, refaça o seu curso de BC em outra escola, o senhor (a) não é um bombeiro.

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5. Bombeiro Gogo Boy
Obs: este tipo de bombeiro serve para qualquer profissional que tire fotos semelhantes.

Nível de Bizonhisse: Altíssimo x3

Exemplo:


Imagem 05: muito comum bombeiros que fazem academia postarem fotos utilizando seu uniforme para mostrar o corpo.

Quem é: é o bombeiro carente de atenção feminina (ou masculina) que faz questão de ligar o seu corpo à imagem do bombeiro (fetiche de muitas pessoas), para conquistar elogios e noitadas em motéis baratos.

Crítica: vamos imaginar que isso acontecesse com algum Policial Militar ou Bombeiro Militar? Certamente pararia na televisão com todo mundo criticando (com razão) aquele profissional, posteriormente ele sofreria alguma penalidade administrativa por sua conduta, porque deve ser diferente com um Bombeiro Civil? Não deve!

Me lembro de uma repartição de uma empresa que foi demitida em peso após publicarem um vídeo no youtube de todos fazendo aquele HARLEM SHAKE e no RS funcionários de um Fórum foram igualmente demitidos. Que dono de empresa quer sua imagem vinculada com algo negativo? Nenhum! Essa é uma das piores condutas que um BC poderia tomar utilizando seu uniforme em horário de serviço. É ridículo, desrespeitoso, anti ético, denigre a imagem do BC no mercado de trabalho, etc. Se você é BC, NUNCA, mas nunca faça algo semelhante a isso.

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2013/04/funcionarios-sao-demitidos-apos-fazer-harlem-shake-em-forum-do-rs.html


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6. Bombeiro do BOPE / ROTA

Nível de Bizonhisse: Médio (se utilizar apenas a boina preta); Altíssimo (se utilizar o uniforme inteiro preto)

Exemplo:

Imagem 06: não sabia que a ROTA combatia incêndio O.o

Quem é: é o bombeiro que admira o trabalho da polícia, que adoraria utilizar uma boina e fazer cara de mal de dentro de uma Barca, caçando bandidos pelas ruas da cidade, mas por algum motivo tornou-se bombeiro e não se contenta em apenas realizar a prevenção e combater sinistros, tem que "pagar de puliça".

Crítica: cada profissão tem seu mérito e seus deveres e obrigações. A regra "quanto menos aparecer, melhor" se aplica nessa situação também. Os que utilizam uniforme preto completo, inclusive com coturno, certamente estão na profissão errada.

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7. Bombeiro Lobisomem

Nível de Bizonhisse: Alto

Exemplo:
                       Imagem 07: este rapaz não é bombeiro, é apenas um modelo, mas serve perfeitamente como exemplo.



Quem é: é o bravo que pegou 4 dias seguidos, de evento e não teve tempo de fazer a barba, ou simplesmente nem liga mais em faze-la.

Crítica: além de ser anti-higienico e esteticamente feio, dependendo da situação pode ser perigoso para o bravo, pois a máscara do cilindro de ar respirável não veda corretamente onde existe barba.

8. Bombeiro Caloteiro / Espertinho

Nível de Bizonhisse: Altíssimo

Exemplo:

Imagem 08: em todas profissões tem sempre aquele que é espertinho

Quem é: é a pessoa que acredita no "jeitinho brasileiro" e procura sair em vantagem em todas as situações, trocando o serviço com algum outro bravo e depois enrolando para não pagar; subtraindo materiais da empresa em que trabalha para vender; dando aquela velha "carteirada" no ônibus ou metrô para não pagar.

Crítica: além disso ser crime previsto no código penal, é uma atitude completamente ímpar à profissão exercida. Cabe ao bombeiro atuar de forma ética e verdadeira, dando o melhor de si, sem esperar nada em troca. Bombeiro que subtrai equipamentos do local de serviço é bandido! E aquele que dá calote em outras pessoas, é pilantra e picareta! E aquele que dá carteirada para pegar transporte gratuito se faz passar por alguém que não é, ou seja, falsidade ideológica.

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9. Bombeiro Virgem

Nível de Bizonhisse: Altíssimo x5

Exemplo:


Imagem 09: detalhe na fofa de calça jeans e bota da moda *.*


Quem é: é aquele bombeiro que por conta de uma garota ou garoto, deixa de seguir os protocolos, na esperança de conseguir algo a mais.


Crítica: para entender a crítica é preciso saber o que aconteceu. Não se trata de uma bravo que foi trabalhar de calça jeans e botinha da moda, mas de um bravo que emprestou uma camiseta e uma cobertura para uma moça qualquer da platéia poder assistir o show de perto.

Gente, não sei nem o que falar de uma situação dessas, é algo tão ruim, que chega a ser crime, o de Falsidade Ideológica (Art. 299º do Código Penal). Sem falar no bravo que, provavelmente na intenção de conquistar a menina, disponibilizou a vestimenta para a mesma.

Além da empresa terceirizadora dos bombeiros civis, que não mantém alguém para fiscalizar os seus profissionais e não permitir que uma barbaridade destas aconteça.

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10. Bombeiro Zeca Pagodinho

Nível de Bizonhisse: Médio

Exemplo:


Imagem 10: a reputação do bravo desce redonda...

Quem é: é o bravo que teve a infelicidade da escala de serviço cair bem naquele Domingão do churrasco com a família. Quando ele chega em casa do serviço, cansado e com cara de zumbi, já começa a tirar o uniforme e fica em estado deplorável, eis que surge aquele tio pinguço falando alto e pede pra alguém tirar uma foto dele com o bombeirão da família, não contente com isso tudo, o tio leva uma garrafa de cerveja pra fechar com chave de ouro.

Crítica: passa uma impressão ruim para quem vê a foto, de um bombeiro num bar, segurando uma bebida ou até mesmo tirando fotos com pessoas em posse de bebidas. Dá a entender que o profissional bebe em serviço. Se for o caso, troque-se primeiro, ou então peça para que ninguém segure bebidas na foto e mantenha seu uniforme completo.

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11. Bombeiro Rolezeiro

Nível de Bizonhisse: Alto

Exemplo:
Imagem 11: espero nunca ver um bravo usando metade do uniforme de bombeiro e a outra metade vestido de rolezeiro...

Quem é: é o bravo que acabou de se formar ou que só consegue "pegar" as "mina" se tiver uniformizado / fardado, então mesmo sem estar em serviço, parte para shoppings; mercados; andando ao acaso pela rua; clubes; etc, utilizando seu uniforme mais bonito e todo brilhoso.

Crítica: como diriam pelas escolas de formação: "este bravo está caçando assunto". Realmente, um bombeiro andando uniformizado sem nenhum motivo, pra cima e pra baixo, só tem interesse em aparecer e infelizmente não se tornou bombeiro por amor a profissão, ou por querer ajudar o próximo, ou até mesmo por buscar acesso ao mercado de trabalho, mas para poder andar fardado. Geralmente este é o mesmo tipo que dá carteirada em todo canto.

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12. Bombeiro Batman (Nã nã nã nã Batman):

Nível de Bizonhisse: Baixo (se usar apenas a corrente) / Alto (se misturar uniforme de bombeiro)

Exemplo:

Imagem 12: E a gente achava que o Batman era só uma história de HQ, eis que descubro: o Batman é um bombeiro, quase não percebi o cordão pequeno.

Imagem 13: lembram a imagem 11? Eu dizia que esperava nunca ver um bravo vestido de rolezeiro? Então né, agora achei um de boné e bermuda tactel... 

Quem é: "A noite é sempre mais escura antes do amanhecer" (Batman). É o herói além do herói; é o Batman além do bombeiro; não é o que o Brasil merece, mas o que ele precisa. 

Critica: Não existe nenhum problema em se vestir como o seu personagem favorito e até mesmo interpretá-lo, na verdade isso é bem normal, mas é preciso se atentar que existe uma diferença ENORME entre quem somos como pessoas na nossa vida privada e quem somos quando estamos uniformizados / fardados. É preciso entender que, uma pessoa fardada, não representa apenas ela, mas uma classe inteira de profissionais em volta de todo o planeta; ela representa os brasões costurados em sua vestimenta; representa algo muito maior ao próprio indivíduo, ou seja, somos instrumentos de um "ideal" com milhares de participantes. Quando um bombeiro usa uma parte de seu uniforme com outras peças de roupas, ou com apetrechos que não foram criados para a função de bombeiro, ele, de certa forma, suja a imagem de toda uma categoria.

Obs: COMPARTILHEM ESSA POSTAGEM PARA SALVAR A REPUTAÇÃO DO BOMBEIRO CIVIL NO BRASIL!!!!


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13. Bombeiro Coelhinho da Páscoa (o que trazes pra mim...)

Nível de Bizonhisse: Baixo

Exemplo:
Imagem 14: quem sabe os paranauê dos photoshops da vida, sabe...

Quem é: é o bravo designer, especialista em montagens, responsável por criar aquele calendário com fotos da família e montar capas de revista da "Ricas e Famosas" com uma foto da Tia Juscélia tomando Ceresser, na festa de final de ano.

Critica: não existe nenhum problema em criar montagens com frases ou agradecimentos, pelo contrário, é até bacana. Coloquei essa imagem, pois, de certo modo, ela mexeu comigo.

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14. Bombeiro Mano

Nível de Bizonhisse: Alto

Exemplo:


Quem é: é o bravo que utiliza cobertura aba reta, seja a cobertura de bombeiro, seja outra qualquer.

Critica: a utilização de qualquer item que não faça parte do uniforme padrão pode ser considerado como desnecessário e deselegante. Evite a qualquer custo este tipo de situação.

Contexto: assim como todos os demais, também erro. Peguei essa foto de meus arquivos pessoais, onde durante uma palestra em uma escola retirei o boné da vítima e coloquei na cabeça. Fiz isso, pois a palestra possuía um teor humorístico para atrair a atenção dos jovens para situações importantes, porém fora do contexto, essa foto na internet apresenta uma reação negativa à classe dos BC.

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O objetivo dessa postagem é mostrar que todos somos humanos e erramos, é uma maneira de mostrar que devemos ficar mais atentos ao que fazemos e falamos quando estamos uniformizados. É preciso lembrar que um homem (ou mulher) fardado chama a atenção de todos a sua volta e prontamente se torna alvo de câmeras, comentários e críticas, portanto, devemos sempre nos policiar para evitar situações como as descritas acima.

Importante salientar que nessa postagem não pretende-se fazer ninguém ser humilhado ou exposto. A ideia é justamente mostrar que todos erram (inclusive eu, que erro e MUITO) e que devemos sempre tomar cuidado com a nossa postura. Ocultamos nomes e rostos para manter o sigilo das fotos.

16 outubro 2013

CNBC Inova e Cria Novo Uniforme para Bombeiro Civil. Modelo: Frentista de Posto

Parece brincadeira, mas não é. Já não bastava o ego do Sr. Ivan Campos que já não cabe mais em suas postagens e vídeos mal editados do youtube, eis que surge uma nova norma em que o nosso garoto bombeiro é o modelo.

Seguem as fotos:



É só eu, ou esse novo uniforme proposto pelo CNBC me lembra o uniforme de frentista de posto? E que simbolo ridículo é esse na manga direita? 

Ainda bem que o CNBC é um conselho ilegítimo e ilegal, portanto não pode obrigar ninguém a utilizar-se destas normas absurdas e arbitrárias que lançam.

A norma completa e outras fotos podem ser encontradas aqui:

http://2013.cnbc.org.br/norma-uniforme-bombeiro-civil


O que me deixou com curiosidade é a egocentricidade do Ivan que quer aparecer em todas. Eu nunca vi uma pessoa que faz questão de colocar seu nome e sua foto em todos os lugares possíveis para que todo mundo saiba que é ele que faz isso ou aquilo. Sr. Ivan Campos, você quer se candidatar às custas da Classe dos Bombeiros Civis? Eu espero que não, pois se isso for verdade, seria muito anti ético e tenho a mais absoluta certeza que você não é anti ético, não é mesmo?

Aproveitando o momento, vou falar um pouco sobre a trajetória do Ivan:

O Ivan criou um mito (quase uma religião) que foi aceita por muitos, que hoje são enganados e defendem bravamente seu líder. Enquanto isso, os vilões (sindicato, alguns militares e algumas escolas de formação) deitam e rolam prejudicando e enganando, de outras formas, a categoria. Os Bombeiros Civis em geral sentem falta de um apoio. Querem fazer parte de algo maior. O que é normal, dado o cenário profissional no Brasil cheio de conselhos (CREA, CRM e etc). Acabam encontrando isso no CNBC. O Ivan é o melhor vendedor do mundo, acreditem. Se um dia conversar com ele, pode ser que chegue bem perto de acreditar.

Este fez um curso de 56 h e fez 1 ou 2 eventos. A Leila Brandão é uma sindicalista do DF. Se envolveu com um pessoal da Associação de Bombeiros Civis do DF, mas foi chutada e ficou com raiva. Teve uma "parceria" com o Ivan e passou a ser vice dele. O Vice do CNBC até então (João Vales) foi chutado sem nenhum aviso.

Os delegados regionais, são os que mais puxam o saco do Sr. Ivan. Nenhum tem formação ou experiência técnica e nem operacional para delegar algo na área de bombeiro civil.

Logo após se formar Bombeiro Civil, este criou o site ivancampos.com. Um site onde divulgava textos e informações sobre a área. Já nessa época ele gostava de criticar escolas, bombeiros militares, bombeiros civis e já se auto promovia. O site, após alguns meses passou a se chamar ICBP (instituto Brasileiro de Pesquisas Ivan Campos), e a se auto denominar "Prof.", embora não possuísse nenhuma qualificação educacional que lhe desse esse título.

O Ivan começou a dar aulas em St. André numa escola que começou a formar bombeiros (Inst. Triangulo), mas ele logo foi mandado embora pois a qualidade da aula era baixa, uma vez que não tinha formação e experiência.

O Ivan então criou dois novos sites. O Suporte a Vida, onde vendia cursos e produtos de PS e um outro com teor de conselho. No primeiro, ele vendia cursos de PS os quais não podia ministrar e produtos de PS sem CNPJ para tal. No segundo, pelo outro site, começou a criar leis e publicar como vigentes.

Além de continuar criticando sem base técnica ou legal, escolas, bombeiros militares e etc. Ou seja, advogados, políticos e tantos outros começaram a pressioná-lo, e o mesmo achava que não havia problema nenhum em fazê-lo. Nesse cenário, surgiu então a oportunidade e o momento de se formalizar o CNBC. Que na época, tinha o Godói e mais um tanto de caras bons a frente. Na primeira eleição para presidente, o Godói foi eleito, provocando a ira do Ivan e o fez fazer uma contra-campanha contra o conselho que ele mesmo ajudou a criar.

O restante da história encontra-se neste link que já postei anteriormente: 

http://diariobombeirocivil.blogspot.com.br/2013/09/a-farsa-do-cnbc-parte-02.html

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ATUALIZAÇÃO:

O CNBC lançou um vídeo entrevistando o pessoal da Militar Brasil, que está vendendo o uniforme. Vejam o vídeo e tirem suas próprias conclusões:



01 outubro 2013

Tenho uma empresa, sou obrigado a ter o Alvará do Corpo de Bombeiros (AVCB)?

Em muitas empresas que visitei deparei com uma pergunta muito comum por parte dos responsáveis pela administração do empreendimento e até mesmo dos donos. Muitos desconhecem a existência do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), tal como sua importância e obrigatoriedade. Neste artigo tentaremos clarear o máximo possível as informações a respeito deste alvará.

1. ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO DA PREFEITURA X ALVARÁ DO CORPO DE BOMBEIROS:

Todas as empresas para funcionarem regularmente de acordo com as Leis e normas devem atender à uma série de requisitos, alvarás e licenças de diversos órgãos, como por exemplo, Vigilância Sanitária; CONTRU; ANVISA; CETESB; Ministério da Agricultura, entre outros. Todos estes órgãos estabelecem parâmetros mínimos para manter a qualidade de um produto ou serviço, tanto em segurança, limpeza, meio ambiente, etc.

Infelizmente no Brasil o AVCB, ou Alvará do Corpo de Bombeiros não é tão conhecido quanto as exigências de outros órgãos, porém não menos importante. Quando tratam-se de ME (Micro Empresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), temos um grande déficit de estabelecimentos que não possuem extintores de incêndio, sinalizações, treinamento de brigada de incêndio, iluminação de emergência. Não é preciso ir muito longe para constatar isso, basta dar uma volta por qualquer bairro de São Paulo que podemos identificar várias empresas que sequer conheciam a exigência das normas de segurança contra incêndio e do AVCB.

No Brasil toda pessoa pode abrir uma empresa e posteriormente retirar o alvará de funcionamento com a prefeitura, deixando muitas vezes, de lado, a segurança contra incêndio de lado, pois a mesma não é tão fiscalizada quanto as demais licenças e alvarás, sendo lembrada apenas quando ocorrem grandes desastres ou incêndios, como o da Boate Kiss em Santa Maria.

Portanto o Alvará de Funcionamento da Prefeitura é expedido pela própria Prefeitura enquanto o Alvará do Corpo de Bombeiros somente poderá ser expedido pelo próprio Corpo de Bombeiros.

2. O AVCB É REALMENTE OBRIGATÓRIO? TODAS AS EMPRESAS PRECISAM DELE?

De acordo com o Decreto nº 46.076 de 31 de agosto de 2001 toda empresa é obrigada a ter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), cabendo citar o § 1º do Artigo 5º do referido Decreto acerca das exclusões:

"§ 1º - Estão excluídas das exigências deste Regulamento:

1 – residências exclusivamente unifamiliares;

2 – residências exclusivamente unifamiliares localizadas no pavimento superior de ocupação mista, com até dois pavimentos e que possuam acessos independentes."

Toda e qualquer empresa que funcione sem o AVCB ou com o mesmo vencido, ou que tenha realizado mudanças significativas na sua estrutura, ou que não possua os mesmos mecanismos de segurança contra incêndio que dispunha na época da aquisição do alvará, será considerada irregular.

3. ENTENDENDO O QUE É AVCB:

Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros é o documento emitido pelo Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP) certificando que, durante a vistoria, a edificação possuía e cumpria todas as condições de segurança contra incêndio , ou seja, um conjunto de medidas estruturais, técnicas e organizacionais integradas para garantir a edificação um excelente nível de proteção no segmento de segurança contra incêndios e pânico, assegurando portanto que o solicitando está de acordo com todas normas previstas pela legislação. 





Todas as medidas de segurança contra incêndio devem ser adotadas antes da vistoria do Corpo de Bombeiros, cabe ao responsável da empresa providenciar tais medidas seguindo a Instrução Técnica de Nº 01/01. De acordo com o Decreto Estadual nº 56.819/11 Artigo 23 que diz:

"Constituem medidas de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco:"

I – acesso de viatura na edificação e áreas de risco;

II – separação entre edificações;

III – segurança estrutural nas edificações;
IV – compartimentação horizontal;
V – compartimentação vertical;
VI – controle de materiais de acabamento;
VII – saídas de emergência;
VIII – elevador de emergência;
IX – controle de fumaça;
X – gerenciamento de risco de incêndio;
XI – brigada de incêndio;
XII – iluminação de emergência;
XIII – detecção de incêndio;
XIV – alarme de incêndio;
XV – sinalização de emergência;
XVI – extintores;
XVII – hidrante e mangotinhos;
XVIII – chuveiros automáticos;
XIX – resfriamento;
XX – espuma;
XXI – sistema fixo de gases limpos e dióxido de Carbono (CO2); e
XXII – sistema de proteção contra descargas atmosféricas.
a) Projeto Técnico;



§ 1º – Para a execução e implantação das medidas de segurança contra incêndio devem ser atendidas as Instruções Técnicas elaboradas pelo CBPMESP.

§ 2º – As medidas de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco devem ser projetadas e executadas visando atender aos objetivos deste Regulamento.

OBJETIVO DA LEGISLAÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

I – proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em caso de incêndio;

II – dificultar a propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente e ao patrimônio;

III – proporcionar meios de controle e extinção do incêndio; e

IV – dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros.

TIPOS DE PROJETO

As medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco devem ser apresentadas ao CBPMESP (Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo) para análise por meio de:

b) Projeto Técnico Simplificado;

c) Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária; e

d) Projeto Técnico para Ocupação Temporária em Edificação Permanente.


4. VALIDADE DO AVCB:

A validade do AVCB. pode ser de 1, 2 ou até 3 anos, dependendo do uso, da edificação e da legislação local. A não obtenção ou não renovação, após vencimento, pode invalidar apólices de seguro, ocasionar o fechamento do imóvel, gerar multas, entre outras complicações.